terça-feira, 28 de setembro de 2010

Orkut só para surdos!


É um novo site o Surdos On-Line, mais conhecido como SurdosOL. É uma Rede Social, parecido com orkut, só que SOMENTE SURDOS E OUVINTES que conhecem surdos e vice-versa. Afinal, agora uma rede só para NÓS... Muito legal, não é? Pois é!!! VAMOS PASSEAR AQUI!!!

SURDOS ON LINE!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CAE aprova isenção de IPI para deficiente auditivo comprar carro

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4) projeto que estende às pessoas com deficiência auditiva a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros para utilização no transporte autônomo de passageiros. A isenção já beneficia pessoas com deficiência física, visual ou mental, além de autistas.

O autor do projeto (PLS 14/08), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumenta que a exclusão dos deficientes auditivos do benefício fiscal é discriminatória e que constitui dever do poder público amparar as pessoas que enfrentam dificuldades em competir, em igualdade de condições, com os demais cidadãos na vida econômica e social.
O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), observou que aceitar a exclusão dos deficientes auditivos da isenção fiscal significaria concordar que o sentido da audição não tem nenhuma importância para o desenvolvimento da pessoa e sua integração na vida econômica e social.
Aprovado terminativamente pela CAE, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para sua votação no Plenário do Senado.
Djalba Lima / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Iniciativa inédita permite que surdos acompanhem a Copa do Mundo

Pela primeira vez, os surdos contam com a ajuda da tecnologia closed caption (subtitulação por meio de legenda oculta) para acompanhar os jogos da Copa do Mundo. A medida é uma forma de incluir as pessoas com surdez em eventos esportivos.

O uso da língua portuguesa sob forma de legenda durante a programação televisiva já ocorre há algum tempo em telejornais, filmes e novelas, mas em partidas de futebol é uma inovação.

“É um programa de inclusão social muitíssimo importante porque há mais de cinco milhões de pessoas com problemas de surdez no país, leve ou moderada. A legenda é um recurso que permite um amplo acompanhamento de tudo que está acontecendo e auxilia também os idosos que se tornam surdos com a idade”, comenta Marlene Gotti, assessora técnica da Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC).

Segundo o Decreto 5.296, de 2004, os surdos devem ter acessibilidade aos sistemas de comunicação por meio da participação de intérpretes ou o uso de legendas em programas televisivos. Em dezembro do ano passado, foi editado um outro decreto, o 5.626, que prevê a inclusão de professores de libras no ensino superior e atendimento diferenciado no Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, as leis agora estão atendendo aos direitos dos surdos.

A pessoa surda é definida como alguém com perda auditiva, que compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais e pelo uso da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). A língua portuguesa é considerada a segunda língua.

Raquel Maranhão Sá

Fonte: http://www.mec.gov.br

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Web está mudando o cérebro das crianças

Por Ana Freitas
São Paulo (AE) - Ainda não existem respostas exatas. Mas alguns cientistas estudam a possibilidade de o uso da internet e da tecnologia por crianças estar alterando a maneira como nossos cérebros funcionam.
Na verdade, o processo cognitivo que faz o nativo digital se destacar tanto na habilidade com tecnologia é conhecido pelos cientistas, e acontece não só com esse tipo de aprendizado. "A tecnologia é uma linguagem, e as crianças já nascem em contato com essa linguagem. A criança cria redes neuronais muito facilmente, para qualquer linguagem e habilidade", explica o neurologista e psiquiatra infantil Jairo Werner, da Universidade Federal Fluminense. De acordo com ele, os nativos digitais aprendem a imergir na linguagem tecnológica como aprendem sua primeira língua. Eles são os ‘falantes nativos’ dessa ‘língua’, enquanto a geração anterior precisou aprendê-la depois que as redes neuronais já estavam formadas. O neocórtex, região localizada no lobo frontal do cérebro dos mamíferos, é responsável por esse tipo de aprendizado. "(Nas crianças) funções novas estão prontas para serem acolhidas ali, e não há limitação ou alteração. A pessoa constrói uma rede neuronal que vai ser acionada sempre que for solicitada", explica Werner.
Mas há quem acredite que a nova geração não está diferente só nos hábitos. O psiquiatra Gary Small, diretor do Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e autor do livro iBrain: Surviving the Technological Alteration of the Modern Mind ("iBrain: sobrevivendo à alteração da mente moderna pela tecnologia", ainda sem tradução para o português) defende que o cérebro dos nativos digitais passa muito tempo dedicado a tarefas relacionadas à tecnologia. Portanto, essas crianças carecem de contato social, o que as faria deficientes em habilidades cognitivas de comunicação, como por exemplo identificar sentimentos na entonação da voz ou expressões faciais. Logo, os impulsos ligados a essas atividades poderiam estar perdendo força.
A terapeuta familiar Roberta Palermo, por sua vez, aponta o lado bom de usar o computador para bater papo. "Tudo bem conversar via MSN se também houver os momentos de conversa pessoalmente. O MSN pode ser um canal facilitador para o diálogo quando os pais ou os jovens sentem dificuldade para falar pessoalmente o que causa angústia, pode ser o início de uma conversa que será finalizada pessoalmente."
Small também observou que pesquisar no Google ativa áreas no cérebro mais extensas que normalmente não são estimuladas durante a leitura. Seus estudos demonstraram que crianças são melhores tomadores de decisões e têm capacidade maior de lidar com vários estímulos sensoriais ao mesmo tempo. Mas ainda é cedo para dizer com certeza como isso vai mudar o cérebro delas.
E mesmo para quem não é tão amigo da internet, há uma notícia boa: áreas novas do cérebro são estimuladas com uma ou duas semanas de uso do Google. Isso sugere que pessoas de meia-idade também podem desenvolver sua capacidade cerebral com o uso da internet, mesmo se nunca tiverem encostado num mouse antes.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Cão a Serviços dos Surdos


O universo sonoro está evidentemente fora do alcance das pessoas que sofrem de problemas auditivos. Elas desconhecem os ruídos mais familiares que lhes permitiriam a comunicação mais eficiente. O cão educado para responder a essas chamadas pode substituir o ouvido do surdo, reagindo em seu lugar e fazendo com que o dono as entenda.


Imagem do site San Francisco SPCA Hearing DogFoi nos Estados Unidos que apareceram os primeiros cães para surdos. Efetivamente, a formação de cães para surdos começou em 1976, com a American Humane Association, em Denver, Colorado. Com o objetivo de responder à crescente requisição deste serviço, a associação adquiriu uma fazenda no estado de Massachussets para instalar um centro de formação chamado Hearing Dog (cão ouvinte).

O programa norte-americano dirige-se, prioritariamente, para a educação de cães destinados a pessoas que sofrem de uma surdez grave e buscam uma independência. Cada cão é minuciosamente escolhido em função das necessidades e possibilidades do futuro dono. Depois, inicia-se o período de formação. O programa dura 4 meses no centro Hearing Dog e a última semana é dedicada às relações entre o futuro dono e o cão. Um conselheiro do centro leva, então, o animal até seu novo lar para que o dono e o cão se conheçam e se habituem um ao outro. Durante os 3 meses seguintes, o Centro visita regularmente o domicílio do novo dono para ver como vão as coisas. No fim destes 3 meses acontece a entrega oficial do cão com um certificado.

surdo sassyvest.jpg (7384 bytes)Como o cão sai em companhia do surdo, deve usar obrigatoriamente algo que o identifique como um cão especial. Nos Estados Unidos, convencionou-se o uso de uma coleira e de uma guia cor de laranja, o que lhe permite o acesso aos lugares públicos oficialmente proibidos aos animais.

Na Inglaterra, em 1982, foi lançado o programa de formação para surdos, sob o patrocínio do Real Instituto Britânico de Surdos.

Desde então, a associação Hearing Dogs for the Deaf selecionou muitos cães.

De maneira geral, completamente desconhecidos para o grande público fora do mundo anglo-saxônico, na França, no entando, os cães para surdos já deram seus primeiros passos. Foi realizada uma experiência com Black e Bart, dois cães provenientes de um abrigo formado por Michel Hasbrouck. O programa de formação seguiu o método norte-americano elaborado pelo Hearing Dog Program.

Na prática, qualquer cão pode ser útil a um deficiente auditivo. Assim, se a pessoa já tem um cão, ele poderá ser educado com esse objetivo. De raça pura ou não, macho ou fêmea, o essencial é que seja tranquilo, doce, amistoso, sagaz, suficientemente curioso para procurar ruídos e inteligente para identificá-los. O cão para surdos-mudos deve ter aptidão para a obediência ao toque da mão.

O Cão: Outra Maneira de Ouvir

Da mesma maneira que o cão-guia ajuda o dono cego a se situar num espaço que ele não pode ver, o cão para surdos faz com que o dono tome consciência do universo sonoro que, de outro modo, obviamente não poderia abranger.

adai-surdo.jpg (10896 bytes)A idéia básica do cão para surdos é que ele reaja a certos sons familiares no lugar do dono. Ensina-se o animal a registrar prioritariamente quatro sons diferentes: a campanhia da porta de entrada, a do telefone, a do despertador e o choro de um bebê.

O cão deve poder identificar e determinar a sua origem. Depois, é treinado para chamar a atenção do dono com gestos - a pegar na sua mão, por exemplo, para levá-lo até a origem do som percebido.

A maneira de indicar o ruído pode variar em função da personalidade do cão, do dono e do meio. Durante o treinamento, o cão também deverá responder a exercícios de obediência, primeiramente formulados com a voz e depois por meio de gestos, pois os surdos têm, geralmente, como conseqüência da deficiência auditiva, dificuldades de comunicação falada.

Uma vez instalado na casa do dono, o cão poderá aprender a identificar e sinalizar outros ruídos, como por exemplo, o apito da panela de pressão.

Nos Estados Unidos, alguns cães são treinados para identificar e responder ao alarme de um detector de fumaça ou ao sinal sonoro de um forno elétrico.

É evidente que, durante os 3 ou 4 primeiros meses de formação, não se pode educar o cão para que reaja a todos os ruídos que ele é capaz de perceber, isto é, a aproximadamente 300 sons diferenciados, mas com os ensinamentos pode-se conseguir resultados excelentes.

Filmes brasileiros com LEGENDA no cinema!


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Agências dos Correios de Uberaba terão atendimento em Libras


Funcionários das agências dos Correios de Uberaba constituirão a primeira turma do Brasil a se formar no aprendizado da Língua Brasileira de Sinais (Libras). São 27 no total. O projeto, desenvolvido em parceria com a Associação de Surdos de Uberaba, foi iniciado há duas semanas e surgiu através da solicitação de um dos funcionários da agência central do órgão. “Foi observando a necessidade de um tratamento condizente para as pessoas surdas que um dos funcionários levou à coordenação o pedido”, conta Regina Lopes Marins, coordenadora de vendas dos Correios.

De acordo com Simone Rocha Pereira, intérprete e tradutora de Libras da Instituição, dois representantes das seis agências da cidade compareceram ao curso. “Pesquisamos palavras como sedex e carta registrada”, conta. As aulas foram ministradas no prédio da agência central, durante uma hora por dia, antes do início do expediente. “Acho que foi um passo muito importante e a expectativa é a de que a ideia seja estendida a todo o estado”, finaliza Simone.



Fonte: http://www.jmonline.com.br em 01/11/2009